Insônia é o sono não reparador, insatisfatório, de quantidade inadequada ou de qualidade ruim. É a dificuldade de iniciar ou manter o sono, que leva a conseqüências para as atividades diurnas. A insônia deve ser vista como um sintoma e não uma doença. Ela pode estar presente em uma série de situações: patologias psiquiátricas, enfermidades médicas, alterações do comportamento, distúrbios do ritmo circadiano e outras patologias do sono. Em geral a queixa de insônia é mais freqüente nas mulheres, apesar do padrão polissonográfico ser mais alterado em homens. Sabe-se também que a insônia tende a aumentar com a idade. Investigações recentes mostram que 36% dos adultos americanos relatam dificuldade de pegar no sono. Desses, 9% relatam ter um problema crônico e 27% ocasional. Portanto, pode-se dizer que um terço dos americanos apresentam dificuldade para dormir e que 10% tem um problema grave e/ou crônico. Insônia no Brasil tem prevalência maior, em torno de 40%.
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A fadiga crônica secundária à insônia leva a um aumento da freqüência de acidentes, dificuldade de concentração e memória, inabilidade de exercer atividades do trabalho. Quando as pessoas recebem tratamento para a insônia existe uma redução desses sintomas relacionados à fadiga.
Existe forte associação entre insônia e patologias psiquiátricas. 50% dos pacientes com queixa de insônia apresentavam um diagnóstico bem definido: depressão, ansiedade e abuso de álcool. Estima-se que o custo financeiro da insônia nos EUA é de 16 bilhões de dólares por ano.
Conheça alguns tipos de insônia:
· insônia do início do sono (dificuldade de conciliar o sono);
· incapacidade de manutenção do sono (despertares freqüentes);
· despertar prematuro (insônia do fim do sono);
· sono não-restaurativo (persistente sonolência, mesmo com duração normal do sono).
Tratamento da Insônia
O tratamento da insônia depende de sua causa e gravidade. Os indivíduos idosos que apresentam alterações do sono relacionadas ao processo de envelhecimento normalmente não necessitam de tratamento, uma vez que essas alterações são normais. Como o tempo total de sono pode diminuir com o envelhecimento, os indivíduos idosos podem achar que o ato de ir se deitar mais tarde ou de se levantar mais cedo pode ajudar. Os indivíduos com insônia podem beneficiar-se permanecendo calmos e relaxados na hora que antecede o momento de dormir e tornando o ambiente do quarto propício ao sono.
A iluminação suave, o ruído mínimo e uma temperatura ambiente confortável são necessários. Se a causa da insônia for o estresse emocional, o tratamento para reduzir o estresse é mais útil do que o uso de medicamentos sedativos. Quando um indivíduo com depressão apresenta insônia, esta deve ser cuidadosamente avaliada e tratada por um médico. Por possuírem propriedades sedativas, alguns medicamentos antidepressivos podem melhorar o sono. Quando os distúrbios do sono interferem nas atividades normais do indivíduo e na sua sensação de bem-estar, o uso intermitente de medicações para dormir (sedativos, hipnóticos) pode ser útil.
Causas Farmacológicas de Insônia
As drogas consideradas metilxantinas, tais como a cafeína e a teofilina, as drogas simpatomiméticas como a efedrina, o álcool, os corticóides, as tiroxinas, alguns neurolépticos e antidepressivos, particularmente os modernos inibidores seletivos de recaptação da serotonina, todas elas têm grande potencial para causar a insônia.
| substâncias | onde estão |
| álcool | Bebidas, alguns xaropes |
| cafeína | Bebidas, analgésicos, café, xaropes, antigripais, chocolate |
| teofilina | Remédios para bronquite, enfisema e asma |
| efedrina | Descongestionantes nasais, xaropes, antigripais |
| corticóides | Antinflamatórios e antialérgicos |
| neurolépticos | Sedativos |
| antidepressivos | Antidepressivos |
| tiroxinas | Remédios para tireóide e alguns para emagrecer |
| anorexígenos | Remédios para perder peso |
Uma das informações muito úteis aos clínicos, é em relação aos anti-histamínicos e tranqüilizantes diazepínicos (Valium®, Diempax®, Diazepam®, Lorax®, Dormonid®...) podem causar efeito paradoxal em idosos, ou seja, podem produzir mais insônia ao invés de melhorá-la. Também o álcool, utilizado em pequenas doses por alguns idosos para induzir ao sono, pode ser uma das causas do sono fragmentado e de má qualidade.